sábado, 1 de outubro de 2011

aceno

o
mínimo
esforço
muscular para:
cortejo

esforço

nu

o mínimo que incomoda
esforço
incomovível

tácito malandro
tácito inocente
tácito:

de roberto
de joão

domingo, 24 de abril de 2011

moleque macaco grande

Eis senão quando chacoalhou a vermelha piranha Karajá na barriga de Meme. O ranço descarto; não senti, pois. Mas a necrose vi, e vi sim, eia! Foi tamanha a dor. O mais fabuloso trabalho da Providência:
- Karajá, será Karajá!

sexta-feira, 4 de março de 2011

o pensamento mais forte de hoje

Enquanto a natureza se encarrega de lhe banhar a face em um luzente vermelho e eu, no limbo, nos degraus, entre o paraíso e o caos, lhe miro e desejo [...] ah, que sensação maravilhosa. Não é o Sol que lhe cora. Espero, do fundo do meu coração, do âmago da minh'alma, que seja amor. Espero com toda minha força que seja amor.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

anônimo

Quantos elementos amam aquela mulher?
- meu olho cego perscruta, procurando por um.

autocrime psicológico

por que cargas d'água indago ou dou a resposta demais?

Isabel Aveia

Inexplicavelmente aveia e a história dum amor de quadros inventados, fatos burlescos, graça que vexa. Mas acima de tudo, amor. Amor pela educação e amabilidade, sobretudo. Sobre isso de imagem, a palavra escrita e, e ou, o sentimento pela palavra escamoteada ou preterida, ou esquecida. Mas acima de tudo, amor.

sábado, 22 de janeiro de 2011

torrões auriverdes

Eis que fui ter comigo e me apercebi aos torrões d'aço sorrateiramente postos aos meus pulsos, como quem, em delírio, roga favores na turva desconhecida, por comedimento ou moralidade.
No entanto, quando me ative em mim mais que nada, notei outro torrão, que outrora até me foi leve mas que hoje me retém pressão atmosférica de uns cinco céus em aleivosia, com pecados públicos, e oceanos densos e negros acondicionados em barris impudicos: uma tal de responsabilidade.
Mas eu não pedi nem pra nascer!