Marcho sobre sua forma, como qual o alpinista escala sua ama linda, redonda [colina]
Minha cadeira só não redunda: suas curvas eu domo, suas curvas não se sobressaem.
Atravesso tão longo a cadeira como contrário é o tempo e espaço dos meus versos bárbaros.
Mas a verdade é que não amo minha cadeira como ama o alpinista a sua ama.
E por menos redonda que seja a cadeira minha, diferente da ama do alpinista que não rechupa,
Redundo-me nos sentidos que se esgotam não tal qual a do alpinista ama.
Transcendência?
A cadeira o é porque é importante assim para me elevar a um patamar sublime,
No meu desejo, sublime de fato.
Se cogito, abstraio. A quem?
- Há cadeira para abstrair.
Se cogito, abstraio. A quem? Ei-lá cá: a cadeira.
Abstraio a cadeira pela essência, que não a essência de Sartre e Heidegger, ou Beauvoir,
Mas a essência que me revela a 'unidade' da existência do meu objeto de análise.
Toda descrição supracitada é secundária e varia de cadeira para cadeira, ou ama [colina].
Eureka! A cadeira me transcende pois serve para sentar. Captei.

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