sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

kitsche no amor e a estética pra pobre ou para o novo-rico

Sem você meu amor, eu não sou muita coisa
Sem você, meu amor, eu não sou ninguém.

Que frio que me dá o encontro desse olhar
O encontro da luz dos seus olhos com os olhos seus, dantes meus.

Que frio que me dá o desencontro do pensar
Que devaneio será que vai pelas tantas milhas da sua mente?
E que dá semente frutificará?
E que da resolução me enlaçará, por anos tantos que te dou também meu tempo.


quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

no quê tropeço e no esse ataco

Que desacata a gente, que é revelia.
Que à revelia nos julga, e nós na surdez a catar
Catar num copo de bebida vida vazia, turva rebeldia

Donde desfecha e desfila, rebelde desconhecida?!
Donde se fecha e revida, vivaz quão descomedida?!

Eis que feliz se faz e esmorece cá no poema-pílula
A antes irresoluta e trôpega alma, que em derredor
Se encontrou decidida, categórica e necessária.

descompassada gira a terra

sada a terra gira descompas
ssada a terra gira descompa
assada a terra gira descomp
passada a terra gira descom
mpassada a terra gira desco
ompassada a terra gira desc
compassada a terra gira des
scompassada a terra gira de
escompassada a terra gira d
descompassada gira a terra.

tempo-espaço e certeza

Que dos dogmáticos só terá minha esperança,
Que dogmáticos! Sem nuanças, sutilezas.
Que dogmáticos? Que dos dogmáticos?

A crença na possibilidade da certeza,
Que vela campos monocromáticos...
"Campos da miudeza", ladra a cria
[cheia de destreza
E ruís agora vós, que dantes sorria: fostes pássaro, cotovia
[fostes cria.

domingo, 2 de janeiro de 2011

a cadeira nas versos de vento, sobre estrutura que balouça


A cadeira o é porque é importante assim para a transcendência.
Marcho sobre sua forma, como qual o alpinista escala sua ama linda, redonda [colina]
Minha cadeira só não redunda: suas curvas eu domo, suas curvas não se sobressaem.

Atravesso tão longo a cadeira como contrário é o tempo e espaço dos meus versos bárbaros.
Mas a verdade é que não amo minha cadeira como ama o alpinista a sua ama.
E por menos redonda que seja a cadeira minha, diferente da ama do alpinista que não rechupa,
Redundo-me nos sentidos que se esgotam não tal qual a do alpinista ama.

Transcendência?

A cadeira o é porque é importante assim para me elevar a um patamar sublime,
No meu desejo, sublime de fato.
Se cogito, abstraio. A quem?
- Há cadeira para abstrair.
Se cogito, abstraio. A quem? Ei-lá cá: a cadeira.

Abstraio a cadeira pela essência, que não a essência de Sartre e Heidegger, ou Beauvoir,
Mas a essência que me revela a 'unidade' da existência do meu objeto de análise.
Toda descrição supracitada é secundária e varia de cadeira para cadeira, ou ama [colina].

Eureka! A cadeira me transcende pois serve para sentar. Captei.



sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

[...] máxime a imagem













legenda: bola de basquete e conjunto capotão + bota de vaqueta.

tin-tin-tum [...] tiss

Os limites do meu mundo não são os limites da minha linguagem. Meu mundo sou eu