Sentado me encontro, numa cadeira negra, num cômodo branco imaculado, sob um andrajo talqualmente negro, cômodo e chorando.
Choro ora pela solitude ora pelo vácuo entre nós: vós mulher, eu homem.
Sinto por vezes que há um quê de inveja meu em vossa sublime e lhana ascensão. Tão merecida ascensão. Mas é uma inveja motivada culturalmente. Perdoe-me pela sinceridade e me perdoe também pelo sentimento vil.
Há uma fenda tão enorme entre nós que me impele numa letargia, e por conta dela é que me confundo em palavras. Por conta dela.
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