terça-feira, 28 de dezembro de 2010

pá direita

Empresa humana me admira
Admiro-me com a empresa humana.
Temo, no entanto, não ser admitido
Eis que admiro e temo, grande e astuta.

Mas empresa humana investe bem na ...
Investe em ações mágicas e invisíveis
Indizíveis e irresolutas
Que minguam como a escansão.

Donde se vê, empresa humana
Comporta labuta valente
Labuta da gente.

Aquém da mentira, versa pela frente
Além-era estabelece verdade
Num discurso comovente.
Delineia 'metafísica'; envolve a gente

Mas que no ranço da incerteza
Quebra amargamente
Feito a estrutura da poesia cá presente
Aspirante à concretismo, mas horrenda à mente

[Olhos esbugalhados face à plêiade de poetas

Na evolvente, que poesia presente se tritura
Chora, envolvente
Eis (novamente) o abismo entre
Poesia e filosofia.
Eis (novamente) o fim da forma
Que forte ainda esquadrinha o fervor pela compreensão.
Compreensão da empresa humana, evidente.

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